terça-feira, março 21, 2006

A Revolução da Biogenética

Se não és capaz de encontrar um micróbio que faça o trabalho para ti, cria-o!" - J.B.S. Haldane, 1929Levando às últimas conseqüências as teorias anteriores, mais recentemente, um grupo de biólogos e intelectuais liderados por Jacques Monod, François Jacob e Jean-Pierre Chargeux, concluíram que a vida nada mais é do que o resultado de Mecanismo Biofísicos, sendo o homem uma Máquina Neuronal (título do livro de Chargeux). Esta tese é resultado das descobertas sensacionais feitas pela biologia e pela engenharia genética a partir dos anos de 1950, quando Watson e Crick descobriram a "espiral da vida", o DNA (Ácido desoxirribonucléico), em 1953, seguida da dos cromossomos humanos, do diagnóstico pré-natal, da elaboração do primeiro gene artificial, da primeira criança nascida in vitro, e das possibilidades da clonagem. Abrem-se hoje para a Genética possibilidades consideradas inimagináveis há bem pouco tempo atrás, graças aos progressos da engenharia genética que nos permite prever descobertas e experiências ainda mais sensacionais, das quais a clonagem de uma ovelha, feita no Instituto Roslin de Edimburgo, pelo pesquisador Ian Wilmut, em 1997, foi apenas o início. Com a decodificação do genoma humano (conjunto de genes que formam o ser humano, o código genético que encontra-se no DNA), anunciada simultaneamente por pesquisadores norte-americanos, franceses, ingleses e japoneses (Francis Collins, Craig Venter, Jean Wesseinbach, John Suston, Michel Morgan, Yoshiyuki Sakai e Nobuyoshi Shimizu), num total de 18 países, concluiu-se a primeira etapa do Projeto Genoma Humano cujo objetivo era a decifração das maravilhosas páginas do "livro da vida" que poderão doravante ser lidas e interpretadas, livrando, possivelmente, a humanidade das suas heranças genéticas negativas (propensão à doenças, deformações hereditárias, etc..). Libertadas delas, as gerações futuras poderão vir a achar normalíssimo viver até cem anos ou mais.