sexta-feira, março 24, 2006

Fatos Científicos:

1. A ENGENHARIA GENÉTICA É FUNDAMENTALMENTE DIFERENTE DO MELHORAMENTO GENÉTICO. A inserção artificial de genes estranhos representa um distúrbio traumático para o preciso controle genético em células normais. Ele é completamente diferente em natureza da combinação de cromossomos paternos e maternos decorrente do mecanismo natural de cruzamento.
2. A ENGENHARIA GENÉTICA ATUAL É PRIMITIVA devido ao fato de ser ainda impossível guiar a inserção de um novo gene. É, portanto, impossível prever os efeitos do gene inserido. Mesmo que a posição do gene possa ser localizada após sua transferência, o conhecimento do DNA ainda é muito incompleto para que se possa predizer o resultado.
3. SUBSTÂNCIAS PERIGOSAS PODEM SER GERADAS DE FORMA IMPREVISÍVEL por causa da inserção de um gene estranho. No pior dos casos, estas podem ser tóxicas, alergênicas ou, de outra forma, prejudiciais à saúde. O conhecimento destes riscos ainda é extremamente limitado.
4. NENHUM MÉTODO DE AVALIAÇÃO É TOTALMENTE CONFIÁVEL. Acima de 10 por cento dos efeitos colaterais de novas drogas não foram passíveis de detecção, apesar de uma avaliação rigorosa da sua segurança. O risco de não se detectar as propriedades perigosas de um novo alimento produzido pela engenharia genética é, provavelmente, maior que no caso dos remédios.
5. AS REGRAS ATUAIS PARA A AVALIAÇÃO DE SEGURANÇA SÃO SERIAMENTE INADEQUADAS. Elas foram explicitamente projetadas para simplificar os procedimentos de aprovação. Elas aceitam testes de segurança extremamente insensíveis. Portanto, existe um risco considerável de que alimentos prejudiciais à saúde não sejam detectados.
6. OS ALIMENTOS PRODUZIDOS PELA ENGENHARIA GENÉTICA NÃO TEM VALOR RELEVANTE PARA A HUMANIDADE. Os produtos, principalmente, satisfazem interesses puramente comerciais
7. O CONHECIMENTO DOS EFEITOS ECOLÓGICOS DE SE LIBERAR ORGANISMOS MODIFICADOS GENÉTICAMENTE É EXTREMAMENTE INCOMPLETO. Ainda não foi provado de maneira positiva que organismos modificados genéticamente não causam danos ao meio ambiente. Várias complicações ecológicas potenciais foram antecipadas por especialistas em ecologia. Por exemplo, existem muitos caminhos para a difusão descontrolada de genes modificados e potencialmente perigosos, incluindo a transferência gênica por bactérias e vírus. As complicações ecológicas na sua maioria provavelmente serão impossíveis de corrigir, pois os genes liberados não podem ser recolhidos.
8. NOVOS E POTENCIALMENTE PERIGOSOS VÍRUS PODEM EMERGIR. Já foi demonstrado experimentalmente que genes virais inseridos podem se unir com genes de outros vírus infectantes (processo de recombinação). Esses novos vírus podem se tornar mais agressivos que os vírus originais. Os vírus também podem se tornar menos específicos à determinadas espécies. Por exemplo, um vírus de planta pode se tornar nocivo à insetos, animais ou até mesmo ao próprio homem.
9. O CONHECIMENTO DA SUBSTÂNCIA HEREDITÁRIA, O DNA, É MUITO LIMITADO. Apenas é conhecida a função de cerca de 3 por cento do DNA. É arriscado manipular sistemas ainda não conhecidos completamente. A extensa experiência proveniente da biologia, ecologia e da medicina mostra que isso pode causar sérios problemas e distúrbios.
10. A ENGENHARIA GENÉTICA NÃO VAI AJUDAR A SOLUCIONAR O PROBLEMA DA FOME MUNDIAL. A reinvidicação de que a engenharia genética pode contribuir significativamente para reduzir a fome mundial é um mito não respaldado pela ciência, criado para manipular o comportamento das pessoas em relação a engenharia genética de uma forma favorável.


"Não aprovem alimentos modificados pela Engenharia Genética"

terça-feira, março 21, 2006

Transgênicos podem ser benéficos


Os alimentos transgênicos trazem benefícios à saúde humana e ao ambiente. Quem afirma é o biólogo e professor do Departamento de Genética e pesquisador do Centro de Biologia Molecular e Engenharia Genética da Universidade de Campinas (Unicamp), Marcelo Menossi, que participou em Curitiba, do lançamento da revista Nutrição e Saúde. A publicação vai levar a discussão para outros seis estados. Segundo Menossi, o melhoramento genético já é desenvolvido há muitos anos em todo o mundo e surgiu com o cruzamento de espécies para a obtenção de plantas mais produtivas e resistentes a doenças. O que se faz com os alimentos transgênicos, explica o pesquisador, é manipular o gene de determinadas culturas para se obter resultados parecidos e até melhores que os cruzamentos. Segundo ele, as afirmações de que os alimentos geneticamente modificados causam danos à saúde não procedem, "pois eles são igualmente seguros como os alimentos convencionais". Ele garantiu que a rejeição na Europa surgiu quando os organismos de segurança daquele país não conseguiam explicar o aparecimento da doença que atingiu os rebanhos, chamada de vaca-louca, e a explosão de casos de HIV/aids. "Mas nos EUA os produtos transgênicos são consumidos desde 1994 e até hoje não há registro de casos de alergia ou qualquer outra doença", afirmou. Ele disse ainda que setores de peso na comunidade científica, como a Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Organização Mundial da Saúde para a Agricultura e Alimentação (FAO) tem manifestado apoio ao uso racional dos transgênicos. Até mesmo os projetos como o da soja Roundup ready – que é obtida com um gene de bactéria resistente ao herbicida Roundup –, desenvolvida pela multinacional Monsanto, também não apresentaram danos à saúde dos consumidores. "O que existe é uma desinformação à população, e por isso essa resistência", disse. O pesquisador afirma que os produtos transgênicos podem diminuir impactos negativos no ambiente, principalmente no tocante ao uso de produtos químicos. Na China, citou Menossi, a utilização de algodão resistente reduziu, nos anos de 1999 a 2000, em 125 mil toneladas o uso de inseticidas. Porém o pesquisador alerta que antes de adotar a tecnologia é preciso avaliar o contexto de cada país. "Existem espécies que podem sofrer alterações com o cruzamento, e por isso é importante continuar investindo em pesquisas", finalizou.

A Revolução da Biogenética

Se não és capaz de encontrar um micróbio que faça o trabalho para ti, cria-o!" - J.B.S. Haldane, 1929Levando às últimas conseqüências as teorias anteriores, mais recentemente, um grupo de biólogos e intelectuais liderados por Jacques Monod, François Jacob e Jean-Pierre Chargeux, concluíram que a vida nada mais é do que o resultado de Mecanismo Biofísicos, sendo o homem uma Máquina Neuronal (título do livro de Chargeux). Esta tese é resultado das descobertas sensacionais feitas pela biologia e pela engenharia genética a partir dos anos de 1950, quando Watson e Crick descobriram a "espiral da vida", o DNA (Ácido desoxirribonucléico), em 1953, seguida da dos cromossomos humanos, do diagnóstico pré-natal, da elaboração do primeiro gene artificial, da primeira criança nascida in vitro, e das possibilidades da clonagem. Abrem-se hoje para a Genética possibilidades consideradas inimagináveis há bem pouco tempo atrás, graças aos progressos da engenharia genética que nos permite prever descobertas e experiências ainda mais sensacionais, das quais a clonagem de uma ovelha, feita no Instituto Roslin de Edimburgo, pelo pesquisador Ian Wilmut, em 1997, foi apenas o início. Com a decodificação do genoma humano (conjunto de genes que formam o ser humano, o código genético que encontra-se no DNA), anunciada simultaneamente por pesquisadores norte-americanos, franceses, ingleses e japoneses (Francis Collins, Craig Venter, Jean Wesseinbach, John Suston, Michel Morgan, Yoshiyuki Sakai e Nobuyoshi Shimizu), num total de 18 países, concluiu-se a primeira etapa do Projeto Genoma Humano cujo objetivo era a decifração das maravilhosas páginas do "livro da vida" que poderão doravante ser lidas e interpretadas, livrando, possivelmente, a humanidade das suas heranças genéticas negativas (propensão à doenças, deformações hereditárias, etc..). Libertadas delas, as gerações futuras poderão vir a achar normalíssimo viver até cem anos ou mais.

O que são transgênicos?

Os organismos geneticamente modificados (OGMs), também conhecidos como transgênicos, são frutos da engenharia genética criada pela moderna biotecnologia. Um organismo é chamado de transgênico, quando é feita uma alteração no seu DNA - que contém as características de um ser vivo. Por meio da engenharia genética, genes são retirados de uma espécie animal ou vegetal e transferidos para outra. Esses novos genes introduzidos quebram a seqüência de DNA, que sofre uma espécie de reprogramação, sendo capaz, por exemplo, de produzir um novo tipo de substância diferente da que era produzida pelo organismo original.O que é a engenharia genética aplicada aos alimentos?A engenharia genética permite que cientistas usem os organismos vivos como matéria-prima para mudar as formas de vida já existentes e criar novas. Um gene é um segmento de DNA que, combinado com outros genes, determina a composição das células. Um gene possui uma composição química que vai determinar o seu comportamento. Como isso é passado de geração em geração, a descendência herda estes traços de seus pais. Desenvolvendo-se constantemente, os genes permitem que o organismo se adapte ao ambiente. Este é o processo da evolução. A engenharia genética utiliza enzimas para quebrar a cadeia e DNA em determinados lugares, inserindo segmentos de outros organismos e costurando a seqüência novamente. Os cientistas podem "cortar e colar" genes de um organismo para outro, mudando a forma do organismo e manipulando sua biologia natural a fim de obter características específicas (por exemplo, determinados genes podem ser inseridos numa planta para que esta produza toxinas contra pestes). Este método é muito diferente do que ocorre naturalmente com o desenvolvimento dos genes. O lugar em que o gene é inserido não pode ser controlado completamente, o que pode causar resultados inesperados uma vez que os genes de outras partes do organismo podem ser afetados.O aumento da preocupação com a ética e os riscos envolvendo a engenharia genética são muitos. Primeiro porque os genes são transferidos entre espécies que não se relacionam, como genes de animais em vegetais, de bactérias em plantas e até de humanos em animais. Segundo porque a engenharia genética não respeita as fronteiras da natureza - fronteiras que existem para proteger a singularidade de cada espécie e assegurar a integridade genética das futuras gerações.Quanto mais os genes são isolados de suas fontes naturais, maior é o controle dos cientistas sobre a vida. Eles podem criar formas de vida próprias (animais, plantas, árvores e alimentos), que jamais ocorreriam naturalmente. O que a engenharia genética está fazendo? A maioria dos alimentos mais importantes do mundo é o grande alvo da engenharia genética. Muitas variedades já foram criadas em laboratório e outras estão em desenvolvimento. O cultivo irrestrito e o marketing de certas variedades de tomate, soja, algodão, milho, canola e batata já foram permitidos nos EUA. O plantio comercial intensivo também é feito na Argentina, Canadá e China. Na Europa, a autorização para comercialização foi dada para fumo, soja, canola, milho e chicória, mas apenas o milho é plantado em escala comercial (na França, Espanha e Alemanha, em pequena escala, pela primeira vez em 1998). Molho de tomate transgênico já é vendido no Reino Unido e a soja e o milho transgênicos já são importados dos EUA para serem introduzidos em alimentos processados e na alimentação animal. De fato, estima-se que aproximadamente 60% dos alimentos processados contenham algum derivado de soja transgênica e que 50% tenham ingredientes de milho transgênico. Porém, como a maioria destes produtos não estão rotulados, é impossível saber o quanto de alimentos transgênicos está presente na nossa mesa. No Canadá e nos EUA, não há qualquer tipo de rotulagem destes alimentos. Na Austrália e Japão a legislação ainda está sendo implementada. Em grande parte do mundo, os governos nem sequer são notificados se o milho ou a soja que eles importam dos EUA são produtos de um cultivo transgênico ou não.Além dos transgênicos já comercializados, algumas variedades aguardam autorização:- salmão, truta e arroz que contém um gene humano introduzido;- - batatas com um gene de galinha;- - pepino e tomates com genes de vírus e bactérias.Até o momento, há uma grande oposição à contaminação genética dos alimentos. São consumidores, distribuidores e produtores de alimentos que exigem comida "de verdade", sem ingredientes transgênicos. Apesar da preocupação, a introdução descontrolada de transgênicos continua a crescer em níveis alarmantes. A menos que a oposição se sustente e ganhe força nos próximos anos, um aumento drástico destes alimentos pode ocorrer e a opção de evitá-los poderá ficar cada vez mais difícil.

segunda-feira, março 20, 2006

Dominância e Recessividade

O gene diz-se dominante quando produz o seu efeito independentemente de se o seu par (alelo) é capaz de exercer a mesma característica (arranjo homozigoto), ou tenha um efeito diferente (arranjo heterozigoto).Um gene recessivo só produz a sua característica quando o seu alelo está presente nos dois pares de cromossomas homólgos (arranjo homozigoto).
As desordens autossómicas recessivas podem manifestar-se nos descendentes de pais saudáveis, quando ambos são portadores do mesmo gene recessivo. Ao contrário das doenças autossómicas dominantes, normalmente não há história familiar.
Este tipo de desordem causa normalmente doenças severas. Muitos dos erros de metabolismo hereditários seguem este padrão de transmissão.As desordens genéticas associadas ao cromossoma X podem ser devidas a genes dominantes ou recessivos:
o Síndrome X Frágilo Hemofilia A e Bo Síndrome Charcot Marie Tootho Síndrome de Huntero Síndrome de Lesch-Nyhan o Albinismo ocularo Distrofia muscularo Deficiência em glicerol Kinaseo Deficiência em Glicose 6 fosfatoo Diabetes insipiduso Rinite Pigmentosa (2 e 3)

Nas doenças ligadas ao cromossoma Y apenas os homens são afectados.O conceito de hereditariedade multifactorial implica que a doença seja causada por interacção de factores ambientais e predisposição genética. O risco de reaparecimento de doença na família é relativamente baixo e afecta sobretudo os descendentes em primeiro grau.